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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010


BEM  AVENTURADOS
André Luiz
Bem-aventurados os aflitos
Que, chorando – não se desanimam,

Que, ofendidos – não revidam,

Que, esquecidos pelos outros – não olvidam os deveres que lhes são próprios,

Que, dilacerados – não ferem,

Que, caluniados – não caluniam,

Que, desamparados – não desamparam,

Que, acoitados – não praguejam,

Que, injustiçados – não se justificam,

Que, traídos – não atraiçoam,

Que, perseguidos – não perseguem,

Que, desprezados – não desprezam,

Que, ridicularizados – não ironizam,

Que, sofrendo – não fazem sofrer...

Até agora, raros aflitos da Terra conseguiram merecer as bem-aventuranças do Céu, porque, realmente, com amor puro somente o Grande Aflito da Cruz se entregou ao sacrifício total pelos próprios verdugos, rogando perdão para a ignorância deles e voltando das trevas do túmulo para socorrer e salvar, com sua ressurreição e com o seu devotamento, a Humanidade inteira.

(Do Livro  "Através do Tempo", André Luiz, Francisco Cândido Xavier

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